café de peixe
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
sexta-feira, 8 de maio de 2009
sábado, 11 de abril de 2009
sexta-feira, 27 de março de 2009
Cuidado com o AZUL
A peixinha L partilhou comigo... achei lindo e não podia ficar em casa :)...obrigada mana loira!
"Portugal tem 800 km de areias douradas, quase 11 milhões de almas fadistas que choram por tudo e riem por nada. Nesta costa oeste da Europa há dezenas de lotas que asseguram peixe do dia todos os dias, excepto à segunda, porque o domingo é do Senhor e assim não há pescado para não haver pecado. E depois há a gastronomia, as gentes simpáticas, as raparigas sorridentes e os rapazes piropeiros. E as esplanadas e o vinho e a noite que acaba de dia, e tudo o resto que vem nas brochuras, sites e guias que o viajante avisadamente já consultou pois neste Tempo 2.0 a aventura não é inesperada... é antes avisada. Nos dias que correm, hoje tão reais como virtuais, não há quem não vá sem saber ao que vai e a aventura, que sempre foi inesperada, vem hoje descrita em blogs e roteiros. A surpresa é banida do périplo e qualquer viagem não é mais que uma auditoria onde o turista vem checkar a realidade contra o roteiro de que previamente se muniu. É, enfim o mundo, e nem vale a pena continuar neste tom pois a encomenda foi para dizer bem do sítio e não entrar em desabafos fadistas.Não desespere no entanto o viajante pois aqui há mais do que o que vem nos roteiros. Aqui ainda é possível a aventura genuína, a aventura desmapada e desroteirada que é obrigatoriamente a aventura interior e, embora haja partes do mundo onde há condições para que isso aconteça, Portugal tem condições únicas para que essa viagem se faça às vezes sem retorno. É que este paraíso esconde um perigo de que vos aviso até porque, estando com toda a certeza prestes a aterrar nesta ocidental praia como lhe chamou o nosso bardo maior, pode dar-se o caso de cá não poderem mais sair. Não se assustem os que já imaginam assaltos, raptos ou maléficas estirpes virais, nada disso. O perigo é outro. Não se trata de violência, nem um qualquer vírus lusitano. O perigo é o azul. Expliquemo-nos. Nesta abençoada costa oeste da Europa o sol brilha, em média, 220 dias por ano. Isto significa que vivemos sobre uma magnífica abóbada azul clarinho com o mar como o seu reflexo, obviamente azul. O país é azul. Ora o azul tem poderes sobre as personalidades, estados de alma, disposições e humores, o azul tem poderes sobre os humanos. Sabe a ciência de hoje, como o sabe a milenar medicina oriental, que a exposição ao azul leva o corpo a segregar uma grande quantidade de endorfinas. Dizem os cromoterapeutas que por ser um libertador de endorfinas, o azul tem efeitos relaxantes e apaziguadores, capazes de eliminar sensações de angústia e perturbações nervosas. Dizem-nos também outros estudiosos que ao efeito sedativo o azul junta ainda um efeito anti-séptico e é usado para aliviar a dor e mal-estar provocado por cortes e queimaduras, podendo ainda ser eficaz no tratamento de doenças da garganta e olhos, hipertensão, insónia, arritmia cardíaca, laringite, amigdalite, papeira, dores de cabeça, situações de choque. É graças às sua propriedades calmantes, dizem-nos ainda, que o azul é a cor mais usada em hospitais. Pois eu digo-vos por experiência própria que o azul é aditivo, é uma droga que vicia e que é capaz de desregular a vida da mais normal das pessoas. O azul é poderoso, sobretudo o azul da qualidade que temos em Portugal. Um azul suave e apaziguador, clarinho e que dá uma moca relaxante, um ligeiríssimo estado de felicidade e laise faire que uma vez contemplado nos faz perder toda a noção do tempo, do dever e da responsabilidade. Bastam duas a três semanas para que o sorriso se fixe, a responsabilidade se arrume, o amor se torne fácil e o sonho uma actividade tão diurna que se confunde com o trabalho, mesmo para o mais disciplinado calvinista.Um beef, do país dos beefs onde o tecto é tão cinzento como o mar, veio para cá viver e assentou arraiais no Estoril. Da casa dele vê-se a baía de Cascais, o Atlântico e o Tejo, uma overdose de azul. Diz ele que este país não funciona, por isto e por aquilo, e sempre que o vejo está atarefado a pensar em negócios que faltam fazer, negócios que está a pensar fazer e que vai fazer porque são imprescindíveis ser feitos. Há um ano que tem planos, há um ano que está agarrado ao azul. No Feng Shui o azul é a cor do céu e das águas, da verdade, da intuição, do inconsciente, da expansão, da serenidade, da sinceridade, do poder no plano mental e da realização espiritual, simboliza a Primavera e a renovação. Não é por acaso que o nosso povo é simpático, diletante, falador, prazenteiro e recebe de braços abertos. Não é por acaso que a nossa maior arte é a mais imóvel e menos física das artes: a poesia. É por causa do azul, uma droga das mais potentes... juro-vos eu que estou agarradinho.E pronto. Depois não digam que não vos avisei."
Pedro Bidarra
Artigo publicado na UP, revista de bordo da TAP
Artigo publicado na UP, revista de bordo da TAP
terça-feira, 10 de março de 2009
your flowers... dearest Z!

luv u, tu sabe né?
isto assim de nozessss juntinhas vai ser num todo o sempre...perto ou longe... é sabido! desejo-te sempre bem e mais ainda :)
o dia está assim lindo como tu...e só para ti... o Sol a rebentar e a noite será tb iluminada de mais estrelas sorridentes! parabéns minha mana Z...não dói nada! :)
já te aperto... :) bjo no coração :) mAna
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